Atualmente estão catalogadas inúmeras espécies de animais (maioria insetos) considerados "pragas" para o ser humano, pois atacam as lavouras ou acarretam doenças ao homem.
A vespa Cotesia flavipes é parasitóide da lagarta da broca da cana (Diatraea saccharalis). Sua eficiência no controle desta praga é comprovada cientificamente e aprovada pelos produtores e usinas, sendo o agente biológico mais utilizado no controle biológico na cana-de-açúcar.
A vespa Trichogramma é parasitóide dos ovos de várias espécies de mariposas. Sua eficiência de controle é elevada e atualmente é um dos parasitóides mais utilizados no mundo para o controle de pragas. Abaixo estão algumas das pragas agrícolas que após a realização de pesquisas científicas, comprovou-se a eficiência do controle biológico pela atuação da vespa Trichogramma spp.
MARACUJÁ
Agraulis vanillae (Lagarta das Folhas)
Dione juno juno
ERVILHA
Agrotis sp (Lagarta Rosca)
ALGODÃO
Alabama argillacea (Curuquerê)
Heliothis virescens (Lagarta da maçã)
Spodoptera frugiperda (Lagarta do Cartucho do milho)
SOJA
Anticarsia gemmatalis (Lagarta da Soja)
CANA-DE-AÇÚCAR
Diatraea saccaralis (Broca da cana)
MILHO
Spodoptera frugiperda (Lagarta do cartucho)
Helicoverpa zea (Lagarta da espiga)
TOMATE
Helicoverpa zea (Lagarta da espiga do milho)
Neoleucinodes elegantalis (Broca pequena)
Tuta absoluta (Traça do fruto)
REPOLHO
Plutella xylostella (Traça)
MANDIOCA
Erinnyis ello (Mandarová)
ABACATE
Stenoma catenifer (Lagarta do fruto)
CITROS
Ecdytolopha aurantiana (Bicho-furão)
Fonte: http://www.megabio.com.br/pragas.html
OS PESTICIDAS
Os pesticidas, aplicados de modo indiscriminado e excessivo devido a políticas de incentivo para a utilização de novas tecnologias surgidas a partir da década de 70, levaram a graves problemas que surgiram aos poucos, ao longo dos anos.
De forma sutil, porém com alto impacto no meio ambiente, na produção e na sustentabilidade financeira do produtor, a aplicação constante e em grandes quantidades de agrotóxicos levam ao aparecimento de pragas resistentes, que por sua vez, requerem novos produtos para seu controle. Ao mesmo tempo, inimigos naturais das pragas são eliminados e algumas pragas, antes de pouca importância, passam a ser principais por não terem seus predadores naturais. A contaminação do ar, das águas e do solo é freqüente.
Em se tratando do homem, devido à falta de instrução para a aplicação do produto, as intoxicações agudas dos aplicadores também ocorrem em muitos casos.
Para o consumidor final, observa-se que os resíduos nos alimentos muitas vezes ultrapassam os limites considerados toleráveis. A exposição continuada, por período longo, a níveis relativamente baixos de agrotóxicos pode afetar a saúde humana, levando a casos crônicos, mal definidos, às vezes extremamente graves.
Quando se fala em agrotóxicos ou pesticidas, associa-se estes termos ao produtor do campo e suas atividades, enfim, ao universo rural. Em muitos casos é esquecido de que um spray contra mosquitos também é um pesticida.
Ao consultarmos o rótulo de um destes produtos com mais cautela, descobrimos que até 90% do produto constitui em componentes denominados de “inertes”.
Nos Estados Unidos, de acordo com a Lei Federal de Inseticidas, Fungicidas e Raticidas, os compostos dos pesticidas são considerados inertes quando sua função num produto não é a de matar o organismo-alvo. Uma substância inerte pode tornar o produto pegajoso, pulverizável ou atraente para algum tipo de inseto ou roedor. Mas o termo “inerte” não se refere à toxicidade para outros organismos.
No caso do produto Roundup da Monsanto, atualmente o herbicida mais usado no mundo, um estudo revelou uma diminuição de 90% na produção de certos hormônios reprodutivos nos ratos expostos a ele. Depois que os pesquisadores deram glifosato aos ratos, único ingrediente ativo do rótulo do Roundup, eles não demonstraram nenhuma redução na produção de hormônios. Concluíram que foram os ingredientes inertes do produto os responsáveis pela produção dos hormônios sexuais.
Desde 1987, os fabricantes de pesticidas têm de registrar todos os seus componentes na Agência de Proteção ao Meio Ambiente (EPA – Environmental Protection Agency), mas a maioria dos compostos inertes é protegida por serem considerados segredos industriais. Ativistas norte-americanos estão tentando fazer com que a EPA obrigue os fabricantes de produtos químicos a revelar seus compostos ocultos.
A EPA divide os produtos inertes em quatro categorias:
“Toxicidade desperta preocupação” (7 compostos; ex.: fenol)
“Potencialmente tóxicos” (95 compostos; ex. óleo diesel)
“De toxicidade desconhecida” (cerca de 2000 compostos; ex. querosene)
“Desperta preocupação mínima” (mais de 1000 compostos; ex. clara de ovo)
Mais da metade de todos os compostos registrados na EPA fazem parte da lista 3: “inertes de toxicidade desconhecida”.
Os representantes da indústria alegam que a divulgação de todas as substâncias inertes irá causar sérios danos competitivos entre os fabricantes.
Os ingredientes inertes da lista 1: “toxicidade desperta preocupação” agora são obrigados a constar do rótulo dos produtos. Um dos efeitos positivos dessa medida é que vários fabricantes preferiram abandonar inteiramente o uso de certos ingredientes inertes a submetê-los aos exames rigorosos necessários para testar seu grau de toxicidade.
Talvez esta será a forma, para o futuro, de se solucionar alguns dos problemas de saúde que vem atingindo o homem de forma tão mais intensa, como o câncer e as dificuldades reprodutivas.
Fonte: Impacto dos Agrotóxicos – Editora Ícone
Scientific American (número 15)
Planeta orgânico
FONTE:http://drashirleydecampos.com.br/noticias/9109
CONTROLE BIOLÓGICO
esteja causando danos econômicos às lavouras. Trata-se de uma estratégia muito utilizada em sistemas agroecológicos, assim como na agricultura convencional que se vale do Manejo Integrado de Pragas (MIP).
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Manejo integrado de pragas
No que diz respeito às iniciativas políticas de redução no uso de agrotóxicos, atualmente, o exemplo cubano é o mais contundente. Desde 1982, Cuba tem-se voltado para o MIP, com ênfase no controle biológico. Em dencorrência do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos que impossibilita a compra de agrotóxicos e fertilizantes sintéticos, os agricultores cubanos aprenderam a substituir o uso de agrotóxicos por um programa maçico de controle biológico. O Programa cubano envolve cerca de 14 laboratórios regionais, 60 estações territoriais de defesa vegetal espalhadas pelo país, 27 postos de fronteira equipados com laboratórios de diagnósticos e 218 Unidades do Centro para Reprodução de Entomófagos e Entomopatógenos, responsáveis pelo controle biológico de 56% da área agrícola do país.Um dos aspectos importantes da estratégia cubana é a desencentralização da produção dos agentes de controle biológico, graças a técnicas simples e de baixo custo que foram desenvolvidas nas duas últimas décadas, possibilitando, simultaneamente, uma produção artesanal e de alto padrão de qualidade. Essa produção é feita pelos próprios filhos de agricultores associados às cooperativas que trabalham na elaboração de modernos produtos biotecnológicos em escala local.
No Brasil, embora o uso do controle biológico não seja uma prática generalizada entre os agricultores, há avanços significativos em alguns cultivos, devido aos esforços de órgãos estaduais de pesquisa e da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Um exemplo de sucesso é o controle da lagarta da soja ( Anticarsia gemmatallis) por meio do Baculovirus anticarsia. Essa prática foi lançada pelo Centro Nacional de Pesquisa da Soja em 1983 e, desde então, o produto foi utilizado em mais de dez milhões de hectares, proporcionando ao país uma economia estimada em cem milhões de dólares em agrotóxicos, sem considerar os benefícios ambientais resultantes da não-aplicação de mais de onze milhões de litros desses produtos.
Para alcançar esses resultados, todo programa de controle biológico deve começar com o reconhecimento dos inimigos naturais da "praga-chave da cultura" (principal organismo que causa danos econômicos à lavouras). Uma vez identificada a espécie e o comportamento da "praga" em questão, o principal desafio dos centros de pesquisa diz respeito a reprodução desse inimigo natural em grandes quantidades e com custos reduzidos. Outras estratégia, consiste no desenvolvimento dentro da propriedade de práticas culturais ( consórcio e rotação de culturas, uso de plantas como "quebra-vento", cultivos em faixas, entre outros) que aumentem a diversidade de espécies e a estabilidade ecológica do sistema, dificultando a reprodução do organismo com potencial para se tornar uma "praga"
Exemplo de consórcio de culturas
Atualmente, nos programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP), existe uma tendência de caracterizá-lo não apenas como uma prática que propõe um manejo racional de agrotóxicos, mas também como um conjunto de práticas que inclua, além do próprio controle biológico, a rotação de culturas e o uso de variedades resistentes.
Embora o controle biológico traga respostas positivas na redução ou abandono do uso de agrotóxicos e na melhoria de renda dos agricultores, analisando o conjunto de experiências realizadas mundialmente, verifica-se que os resultados ainda estão concentrados em apenas alguns cultivos e, principalmente, no controle de insetos. Em outras palavras, ainda existe muito o que desenvolver nas áreas de controle de pragas e doenças.
Vale ressaltar que, segundo os princípios da Agroecologia a superação do problema do ataque de pragas e doenças só será alcançada por meio de uma abordagem mais integrada dos sistemas de produção. Isso significa intervir sobre as causas do surgimento de pragas e doenças e aplicar o princípio da prevenção, buscando a relação do problema com a estrutura e fertilidade do solo, e com o desequilíbrio nutricional e metabólico das plantas. O controle biológico, assim como qualquer estratégia dentro de um sistema agroecológico de produção jamais poderá ser um "fim em si mesmo", deve ser apenas o veículo para que o conhecimento e a experiência acumulados se manifestem na busca de soluções específicas para cada propriedade. Em outras palavras, nas propriedades agroecológicas em vez dos microorganismos é o ser humano que deve atuar como o principal agente de controle biológico
Fontes:
Jornal "A Folha de São Paulo", caderno "Agrofolha", 1998.
Livro "Crise Socioambiental e Conversão Ecológica da Agricultura Brasileira", Silvio Gomes de Almeida e outros, Rio de Janeiro: AS-PTA, 2001.
Manejo e controle de pragas
A descoberta e síntese de moléculas de ação inseticida, durante a II Guerra Mundial, desencadearam um fantástico desenvolvimento das indústrias químicas, ocasionando surgimento de inúmeros produtos químicos com diferentes finalidades. Os métodos de controle de pragas até então empregados (culturais, biológicos, físicos) foram rapidamente substituídos, devido à sua rápida ação e eficiência. No entanto, não tardaram a surgir diversos efeitos adversos do uso indiscriminado dos inseticidas de amplo espectro de ação, tais como o ressurgimento de pragas primárias devido aos efeitos diretos nas populações e inimigos naturais, a elevação ao status de praga primárias a pragas até então de importância secundária, resistência aos inseticidas (já em 1946, o primeiro caso de resistência ao DDT foi relatado), resíduos nos alimentos, problemas ambientais advindos da persistência dos produtos no solo, água, a bioacumulação, dentre outros.
Já no final da década de 50, professores da Universidade da Califórnia publicaram um trabalho sobre o conceito de controle integrado, que se transformou num marco da Entomologia Aplicada.. Os autores propuseram uma estratégia de convivência com as pragas, dando oportunidade ao controle biológico natural e recomendando o controle químico quando a população da praga atinge níveis que causam prejuízos maiores do que os custos de controle. Um ano depois, pesquisadores australianos propuseram uma estratégia semelhante alicerçada em conhecimentos ecológicos, econômicos e sociais, visando interferir o mínimo possível no agroecossistema.
A proposta da Califórnia preconizava a soma racional do controle biológico com o uso de inseticidas, enquanto que a proposta da Austrália ampliava as opções de controle. Dessa forma, e a partir de trabalhos posteriores, teve início uma nova maneira de pensar o controle de pragas. Inicialmente denominado Controle Integrado, evoluindo posteriormente para Manejo Integrado de Pragas. O MIP, pode ser caracterizado pela consonância dos métodos de controle com princípio ecológicos, econômicos e sociais, visando interferir o mínimo possível no agroecossistema.
Pode-se dizer que assim nasceu uma filosofia moderna de manejar agroecossistemas, e que pela essência de sua proposta é altamente complexa. O desenvolvimento e implantação de tal filosofia, na prática, requerem conhecimentos aprofundados sobre o ecossistema como um todo, que possibilitem um amplo planejamento, e, principalmente, que subsidiem a tomada de decisão pela adoção ou não de estratégias de controle e a escolha do sistema de redução populacional.
Em diversos países, principalmente nos Estados Unidos, O MIP é realidade para diversas culturas, existindo programas bastante aperfeiçoados, onde os agricultores têm condições de fazer previsões sobre a ocorrência de problemas fitossanitários, em função das condições climáticas, e aplicar esquemas de monitoramento adequados com níveis de precisão aceitáveis, e assim adotar ou não estratégias de controle. Estudos realizados neste País, apontaram as vantagens econômicas e a resistência a inseticidas como os principais estímulos para a adoção do MIP, e como principais obstáculos os de caráter técnico, financeiro, educacional, de organização e social. Dentre os obstáculos técnicos, o monitoramento e a determinação dos níveis de ação são os principais entraves.
No Brasil, programas de MIP estão implementados para algumas culturas de importância econômica, a exemplo da soja, algodão, citros, dentre outras frutíferas, com resultados promissores implicando em redução do número de aplicações, refletindo em economia para o agricultor e minimização de efeitos adversos ao meio ambiente. Mas, os entraves são basicamente os mesmos já citados para os USA. Assim, nem sempre dados básicos, que geralmente requerem vários anos de observações em campo, para o estabelecimento de suas etapas (nível de dano econômico para tomada de decisão) são obtidos para as nossas condições, sendo, em muitos casos importados de trabalhos estrangeiros, com níveis de precisão incertos..
O objetivo, nessa oportunidade, é dissertar sobre as principais etapas para o desenvolvimento e implementação do MIP e, na medida do possível, estabelecer uma análise crítica sobre o assunto.
2. ETAPAS MIP
Para o desenvolvimento e implantação do MIP, três etapas são fundamentais: avaliação do ecossistema, tomada de decisão e escolha da estratégia de controle a ser adotada.
A avaliação do agroecossistema e seu planejamento, no sentido de conhecer as pragas-chave e os períodos críticos da cultura em relação ao ataque de pragas, são fundamentais, pois é através do histórico da área e da cultura, da capacidade ou possibilidade de se poder fazer previsões da ocorrência e estabelecimento de pragas, em função dos fatores ecológicos, que outros métodos que não os químicos podem ser adotados. Pois, depois de uma cultura implantada, as etapas seguintes, de tomada de decisão e escolha da estratégia de controle, diz respeito basicamente à utilização de inseticidas. Pelo menos, no nível atual de conhecimentos para a maioria das culturas.
2.1. Avaliação do agroecossistema
Dentro da filosofia do MIP, para intervir nos agroecossistemas é necessário ter uma compreensão dos mesmos do ponto de vista ecológico. Assim, a avaliação do agroecossistema envolve conhecimentos a cerca das influências da diversidade e estabilidade na sucessão de comunidades, sobre o processo de colonização e sucessão ecológica, à largura dos nichos para herbívoros, predadores e parasitos, à quantificação da migração e dispersão e a época em que ocorrem, à dinâmica das relações parasitos-hospedeiros, ao estabelecimento de curvas populacionais dos principais herbívoros, ao valor K do ambiente (capacidade de suporte), ao estabelecimento de níveis de controle e de dano econômico, aos fatores de mortalidade, dentre outros.
Aspectos de grande valor prático para programas de MIP, são: reconhecer as espécies com potencial de causar danos e de seus principais inimigos naturais.
Entendemos que em agricultura o conceito de praga está diretamente relacionado com os efeitos econômicos produzidos, e o termo praga é dado no sentido numérico, onde uma determinada população de inseto se evidencia com seus estragos, afetando a produção. Assim, a presença do inseto na cultura não implica a presença de praga, sendo que a população entra como elemento unitário na determinação do momento exato em que medidas devem ser adotadas para evitar prejuízos econômicos.
No MIP, pragas-chave seriam aqueles insetos que estão freqüentemente presentes na cultura em níveis populacionais relativamente altos e que provocam injúrias que podem refletir em perdas significativas na produção. Pragas ocasionais seriam aqueles insetos, cujas populações são mantidas em níveis relativamente baixos provocando reflexos menos significativos na produção. Para tal, é necessário o estudo do crescimento populacional e suas relações com as injúrias e, consequentemente, danos (aspecto econômico) que causam.
O estudo do crescimento populacional envolve os conhecimentos dos fatores ecológicos sobre a população, tanto daqueles independentes da densidade (climáticos, edáficos, da planta cultivada), como daqueles dependentes da densidade, alimentares e bióticos (disponibilidade de alimento, competição intra e interespecífica). Estes fatores alteram taxas de mortalidade e fecundidade, ao aparecimento de estratégias adaptativas. Além dos fatores ecológicos, o crescimento populacional é regido pelos fatores genéticos, que determina a capacidade reprodutiva dos insetos. O potencial biótico é dado pelo potencial reprodutivo e pela resistência do ambiente, esta considerada principal agente de regulação do crescimento populacional, determinando oscilações ao longo do tempo.
O estudo das populações só é possível através de programa de amostragens, chamado de monitoramento. Diversos programas de amostragens tem sido estabelecidos para diferentes culturas, procurando permitir o estabelecimento de previsões dos danos, ou seja, relacionar densidades populacionais com prejuízos. Assim é possível estabelecer os níveis populacionais de equilíbrio, de controle e de dano econômico. O nível de equilíbrio corresponde à densidade populacional média, durante um longo período de tempo sem que ocorram mudanças permanentes. O nível de controle representa a densidade populacional na qual medidas de controle devem ser tomadas para evitar prejuízos econômicos. O nível de controle representa a menor densidade populacional capaz de causar perdas significativas para o agricultor.
As questões referentes à amostragem e ao levantamento ou determinações das perdas serão discutidas separadamente.
2.2. Tomada de decisão
A tomada de decisão é efetuada através da análise dos aspectos econômicos da cultura e da relação custo/benefício do controle de pragas.
Para determinação do momento de controle, pode-se considerar que o ND é a densidade populacional que causa perda econômica igual ao custo de controle. Esse prejuízo ou dano é uma porcentagem do valor da produção equivalente ao custo de controle e pode ser obtido pela fórmula:
% D = custo de controle x 100
valor da produção
Uma vez conhecido % D, é necessário conhecer a correlação entre população e injúria e entre injúria e dano, ou diretamente população e dano. A %D corresponde a uma determinada injúria, que por sua vez corresponde a uma dada densidade populacional. No monitoramento podem ser avaliadas tanto injúria quanto a densidade. Assim, é importante considerar que levantamentos populacionais devem permitir uma correlação direta com a injúria causada ou dano.
Se a avaliação do efeito do inseto for feita em termos populacionais, o nível populacional no qual devem ser tomadas medidas de controle pode ser expresso pela fórmula:
ND = %D x NP % D+ % dano = custo de controle
P NP= nível populacional que causa o prejuízo P
P = prejuízo causado pelo nível pop. NP
Uma vez determinado o nível populacional que causa o prejuízo econômico, faz-se necessário avaliar o parasitismo e predação, observados ao longo do programa de monitoramento, para a determinação da tendência de crescimento populacional do inseto.
A partir desses dados são estabelecidas as árvores de decisão, um processo que permite relacionar custos e probabilidades dos resultados para as diversas alternativas de controle. Na verdade, na maioria das árvores de decisão, as regras são estabelecidas unicamente para se adotar ou não o controle químico.
2.3. Escolha do sistema de redução populacional
Dada a necessidade de se adotar um sistema de controle, será necessário optar por um sistema que poderá envolver um ou mais métodos de controle, teoricamente. Na prática, numa cultura já instalada, se não houve um planejamento, a escolha recai sobre a utilização de inseticidas. Isto porque, os outros métodos de controle exigem planejamento e ações antecipadas. Assim medidas culturais como a utilização de variedades resistentes, rotação de culturas, preparo do solo, alteração da época de plantio ou colheita, adubação, manejo das plantas daninhas, manejo da água e da adubação, etc., devem ser previstas antes da instalação da cultura. Assim como os métodos biológicos e genéticos.
No planejamento devemos considerar logicamente o tipo de cultura se anual ou perene, e o sistema de colonização dos artrópodes. De modo geral e bastante resumido, pode-se dizer que em culturas anuais os organismos são selecionados para a velocidade com que colonizam o habitat, que apresentam alto potencial reprodutivo, exploram completamente o habitat e apresentam uma tendência em abandoná-lo. Tais insetos são denominados de estrategistas r. Em culturas perenes os insetos são selecionados para a utilização mais uniforme do terreno, altamente especializados, adaptados à capacidade de suporte do meio, muito competitivos e adaptados a habitats mais estáveis. Compreendem os insetos denominados de estrategistas K. Nenhum inseto é completamente estrategista r ou K, devendo-se ter em mente uma seleção contínua r _____> K, e a posição de um inseto na cultura deve ser analisada num dado instante do tempo. Segundo alguns autores populações intermediárias (entre r e K) são normalmente reguladas por inimigos naturais. Ainda sugerem que a principal técnica apropriada para pregas estrategistas r (afídeos, mosca branca, cigarrinhas, etc.) é o uso de inseticidas. Para estrategistas K, inseticidas também são adequados quando baixos níveis populacionais causam perdas significativas, mas a preferência é pela adoção de estratégias alternativas como as práticas culturais.
3. DETERMINAÇÃO DAS PERDAS
Um dos grandes entraves do MIP é justamente a determinação das perdas e a correlação com a densidade populacional, que permitam o estabelecimento dos níveis de ação e as regras de decisão para adoção ou não de medidas de controle.
As relações danos-praga podem ser estudadas de várias maneiras, vários esquemas de parcelas e modelos de análises estatísticas têm sido empregados. O método mais amplamente utilizado é aplicar inseticidas de vários tipos, ou dosagens distintas e em diferentes intervalos de tempo para se conseguir diferentes densidades populacionais da praga visada. No entanto, esta metodologia pode levar a diversos tipos de erros: o inseticida pode ter ação fitotóxica ou apresentar efeitos estimulatórios de crescimento; perdas podem ser superestimadas ou subestimadas se não se conhece o efeito do produto sobre inimigos naturais ou outras pragas; a grande variação entre parcelas tratadas de forma distinta porque o ataque da planta pode não ser ao acaso, podendo estar relacionada aos aspectos intrínsecos do campo, pode ocorrer compensação do crescimento em plantas não atacadas por causa da reduzida competição entre as plantas adjacentes atacadas, etc.
Outros métodos para obtenção de diferentes níveis de ataque de pragas incluem o uso de infestações artificiais ou danos artificiais ou simulados. Tais métodos apresentam limitações, principalmente na interpretação dos resultados. Os danos podem ser corretamente simulados, mas geralmente diferem significativamente dos danos apresentados em condições de campo. Então, imprecisões no levantamento de perdas ocorrem principalmente por causa das variações nas interações das diferentes pragas e doenças, da habilidade da planta em compensar injúrias, pela variação temporal e espacial do ataque da praga e pelas grandes variações no campo. Em muitas situações, culturas podem apresentar aumentos na produção após o ataque de pragas, devido à remoção da dominância apical, favorecendo a planta para produzir mais caules (colmos de cana-de-açúcar, por exemplo).
Os efeitos das pragas devem ser avaliados numa área particular, pois as diferenças nas práticas agronômicas e condições ambientais influenciam a severidade dos danos.
Então, para que comparações possam ser feitas, há necessidade de levantamentos, durante vários anos, sob diferentes condições ambientais, usando sempre que possíveis métodos padronizados de levantamentos de pragas.,
A despeito das variáveis econômicas e ecológicas envolvidas, muitos níveis tem sido desenvolvidos e, quando implementados, têm reduzido a quantidade de inseticidas requerida. Alguns autores reconhecem que os níveis de dano econômico podem ser estabelecidos a partir de evidências empíricas. Esses níveis, embora imprecisos, podem ser de considerável valor prático, particularmente em situações onde tratamentos preventivos rotineiros são usados. Níveis mais precisos podem então, com o tempo, serem determinados e mais rapidamente adaptados para mudanças nas situações econômicas e da praga.
Mas, o que tem ocorrido no Brasil, devido à falta de dados básicos, é a importação não só de níveis de ação como também de esquemas de amostragens. Além dessas dificuldades, um importante aspecto deve ser considerado: para o estabelecimento do nível de dano, ou seja a densidade populacional que causa prejuízos igual ao custo de controle, há equívocos, no meu ponto de vista. Normalmente considera-se apenas o custo do tratamento químico, dado pelo custo do produto e pelo custa da aplicação, não estando embutidos o custo da resistência aos inseticidas, custo do possível impacto do nível de dano econômico sobre as pragas secundárias, etc.
4. PAPEL DA AMOSTRAGEM NO MIP
A amostragem é um aspecto fundamental para o desenvolvimento de programas de MIP, sendo fundamental nas etapas de avaliação do ecossistema como para o monitoramento visando a tomada de decisão sobre a necessidade ou não de controle da praga e quando intervir no agroecossistema.
Existem várias técnicas de amostragem, mas a método deve ser rápido, simples de executar, fornecer uma avaliação o mais próximo possível da situação real e ser facilmente correlacionável com os objetivos a serem alcançados. Então, os objetivos podem determinar os métodos usados, sendo fundamental que estejam claramente definidos.
No MIP, tanto estudos intensivos como extensivos são fundamentais. Estudos intensivos envolvem observações contínuas de uma população numa mesma área, permitindo elaborar tabelas de vida (sobre estágios sucessivos de desenvolvimento) ou determinar os fatores que causam as maiores flutuações no tamanho da população e aqueles que a regulam, apresentando geralmente objetivos mais específicos, como determinação da taxa de parasitismo, taxa de dispersão, etc., geralmente nestes casos os níveis de precisão requeridos são maiores.
Estudos extensivos são voltados para distribuição de espécies de insetos ou para predizer danos, bem como para a aplicação de medidas de controle.
Em qualquer caso, o esquema de amostragem deve ser definido de forma criteriosa, desde a escolha da unidade amostral, do número mínimo de amostras, da distribuição espacial do inseto na cultura, tipo de caminhamento, custo, eficiência das armadilhas e o nível de precisão requerido em função do objetivo.
Tem-se verificado, em muitos casos, que etapas fundamentais para o desenvolvimento de amostragens não são cumpridas, a exemplo da determinação da distribuição espacial dos insetos e número mínimo de amostras.
A distribuição dos organismos na lavoura pode ser considerada segundo três tipos principais: agregada, uniforme e ao acaso. Tais distribuições, ao nível da estatística são denominados Binomial negativa, Binomial e Poisson. Comumente os insetos seguem a distribuição binomial negativa ou Poisson. Para cada tipo de distribuição há uma variação na metodologia para estabelecimento das amostragens. A distribuição espacial depende da unidade amostral, do comportamento da espécie e do tipo de avaliação que é feita. O padrão de distribuição de uma praga pode variar ao longo do tempo, sendo que no início da colonização a tendência é de se ajustar à série de Poisson, evoluindo para uma distribuição agregada, raramente atingindo a distribuição uniforme. A escolha da unidade amostral adequada e o número de unidades amostrais devem ser determinados de forma criteriosa e com base nos conhecimentos biológicos e comportamentais do inseto. O modelo de Poisson pode ser usado para determinação do tipo de distribuição, através da freqüência esperada de Poisson, ou pelo índice de dispersão de Morisita, que é um método independente da distribuição, do número de amostras e do tamanho da média. Uma vez determinado o tipo de distribuição, deve-se determinar o tamanho mínimo de amostras, através de modelos e parâmetros, de cada tipo de distribuição, levando-se em conta a precisão desejada. Ou então por método gráficos, calculando-se a média e variância com dados acumulados.
Esses procedimentos são básicos tanto para a amostragem comum, isto é quando o número de amostras é fixo e determinado antes de se iniciar o procedimento de amostragem. No caso da amostragem seqüencial, o número de observações não é fixado e a decisão de terminar ou não a amostragem, depende das informações parciais fornecidas.
Os índices de precisão, geralmente são utilizados de forma arbitrária. As taxas de erro deveriam ser determinadas levando-se em consideração a relação densidade dano-produção, preço do produto no mercado, custo da aplicação de controle, ressurgência de pragas, pragas secundárias, desenvolvimento de resistência.
Em muitos trabalhos que estabelecem planos de amostragens para o MIP, esses critérios básicos não são levados em conta, ou apenas constam no trabalho, sem a descrição detalhada da metodologia empregada para obtê-los.
A amostragem seqüencial vem ganhando espaço no MIP, segundo alguns autores é bastante apropriada para o MIP, pois a ênfase está em propor uma classificação de populações do que estimar seus parâmetros, evitando-se uma amostragem excessiva, resultando em economia de tempo e esforço.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
O Brasil Multicultural
O Brasil, País de misturas, do branco;do negro;do moreno e do amarelo, onde encontram-se Japoneses, americanos e africanos. Um dos maiores países em area e diversidade, pois é no Brasil, a terra dos indios, que abriga dezenas de povos diferentes, que distribuídos por nossa terra espalham cultura e diversidade.
Em cada estado, cidade, há diferentes sotaques: que inclui desde o nordestino ao paulista; diferentes ritmos de musica e dança:pagode, rock, forro e funk, das inumeras decendencias:japonesa, africana e indiana e dos diversos pratos tipicos:feijoada, acarajé e chimarrão.
A diversidade do Brasil chama a atenção nao só de nosso povo como também de todos os outros países; que admiram essa grande diversidade e troca de aprendizagem que o brasil proporciona com essa multiculturalidade.
A nossa bandeira representa muito bem essa misticidade, pois com seu colorido descreve a nossa terra e o nosso povo, que sempre com alegria e diversão veem a colorir as terras desse país, que é um país multicultural.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Ter filhos: uma nova realidade
Por que a natalidade está caindo?
O Brasil está vivendo um momento de mudança econômica e social. Está deixando de ser um país com a pirâmide etária com características de países subdesenvolvidos e passando a estreitá-la ( característica de países desenvolvidos).
Fatores que favorecem essa mudança :
- Entrada da mulher no mercado de trabalho;
- Objetivo de dar melhores condições de vida para o filho;
- Sistema capitalista (ter um filho bem cuidado, com bom estudo pode custar caro);
- Preocupação da mulher em se estabelecer proficionalmente antes de se tornar mãe;
- Preocupação do casal em se estabilizar economicamente.
Mortalidade Infantil
Mortalidade infantil no Brasil cai 61% em 20 anos, diz estudo
Maior parte das mortes ocorre em países em desenvolvimento
A taxa de mortalidade infantil no Brasil caiu 61,7% entre 1990 e 2010 – de 52,04 mortes por mil nascimentos em 1990 para 19,88/mil em 2010 –, de acordo com um estudo publicado na última edição da revista médica The Lancet.
O Brasil subiu nove posições no ranking internacional de mortalidade infantil nas últimas duas décadas e estaria a caminho de cumprir uma das metas do Milênio da ONU: diminuir a mortalidade infantil em dois terços até 2015.
A mortalidade infantil caiu no Brasil a uma taxa anual de 4,8% de 1970 a 2010. A ONU estima que seria necessário um índice de redução anual médio de 4,4% entre 1990 e 2015 para o cumprimento da meta, mas a média anual de redução registrada na análise de 187 países foi de 2,1%.
Apesar do esforço, o Brasil está em 90º lugar no ranking, com número bem mais alto de mortes na faixa etária de 0 a 5 anos do que o encontrado nos países desenvolvidos.
A mortalidade infantil no Brasil – que caiu de 120,7 a cada mil nascimentos vivos, em 1970, para 19,88 em 2010 - ainda é muito superior a dos países com o menor índice de mortalidade: Islândia (2,6) Suécia (2,7) e Chipre (2,8). Na Itália, o número é de 3,3, na Noruega de 3,4 e na França de 3,8.
O Brasil também perde em comparação com outros países em desenvolvimento, como o Chile (6,48), Cuba (5,25), China (15,4), México (16,5), Colômbia (15,3) e Argentina (12,8).
Os países com maior índice de mortalidade do mundo são a Nigéria (168,7), Guiné-Bissau (158,6), Niger (161), Máli (161) e Chade (114,4).
Mortalidade mais baixa
A análise de dados realizada pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) da Universidade de Washington – que avalia estatísticas sobre saúde – afirma que a taxa de mortalidade entre as crianças com menos de cinco anos de idade em todo o mundo é mais baixa do que a estimada pelo Unicef em 2008.
Estudos anteriores destacaram que menos de um quarto dos países estava no caminho de cumprir a meta da ONU, mas este novo estudo afirma que o número de mortes na faixa etária diminuiu em 4,2 milhões de 1990 até 2010, caindo de 11,9 milhões para 7,7 milhões (estimativa).
Na lista, 56 dos 187 países aparecem com uma taxa de redução anual média igual, ou superior a 4,4% (o número estimado pela ONU como necessário para o cumprimento da meta). Globalmente, as taxas de mortalidade infantil declinaram em cerca de 60% no período de 1970 a 2010.
Um estudo anterior do Unicef estimava o número de mortes na faixa etária em 8,77 milhões em 2008, mas o estudo do IHME estima que o número no mesmo período foi, na verdade, de 7,95 milhões.
A nova análise afirma que a estimativa mais baixa se deve a novas pesquisas que mostram que o declínio na mortalidade infantil foi mais rápido do que o projetado, além da inclusão de outros métodos de medição.
Os autores afirmam que isso mostra a importância de se atualizar constantemente os métodos de medição para auxiliar os países na tarefa de determinar seu progresso no cumprimento da meta.
Futuro promissor
O estudo ainda mostra que o maior progresso foi visto entre os países pobres – nas Ilhas Maldivas a taxa de redução anual média foi de 9,2%, a mais alta entre os 187 países analisados entre os anos de 1970 e 2010.
A taxa de mortalidade infantil no país caiu de 247,06 mortes a cada mil nascimentos vivos para 14 crianças em 2010.
Um terço das mortes infantis ocorrem no sul da Ásia e metade na África sub-saariana.
Segundo o estudo, o progresso é promissor. Em 1970, havia 40 países com taxa de mortalidade mais alta do que 200 mortes a cada mil nascimentos vivos. Em 1990 este número havia caído para 12 países e em 2010 não há nenhum país com índices tão altos.
O ritmo de declínio também aumentou em 13 regiões do mundo no período de 2000 a 2010, em comparação com 1990 a 2000, inclusive todas as regiões da África sub-saariana.
A Grã-Bretanha aparece como o país com maior taxa de mortalidade infantil na Europa Ocidental, com 5,3 mortes por mil nascimentos vivos.
No ranking global da taxa de mortalidade, a Grã-Bretanha caiu de 12ª posição, em 1970, para 33ª em 2010. Apesar disso, o país diminuiu sua taxa de mortalidade infantil em três quartos desde 1970.
Os Estados Unidos estão em 42º lugar no ranking, com a estimativa de 6,7 mortes por cada mil nascimentos vivos em 2010. O índice de declínio da taxa de mortalidade infantil nos Estados Unidos e Canadá variou entre 2% e 3% ao ano, enquanto que nos outros países o declínio anual deu-se a uma taxa de 3% a 5%.
Dos 38 países com taxa de mortalidade infantil acima de 80 a cada mil nascimentos vivos em 2010, 34 estão na África sub-saariana.
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/05/100524_mortalidadeinfantil_ba.shtml
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Alergias
O que é alergia?
A alergia consiste em reações exageradas que o organismo sofre quando entra em contato com determinadas substâncias (alérgenos), mesmo que em quantidades pequenas. Cerca de 25% da população sofre de alguma forma de alergia. As formas alérgicas mais comuns são: a asma (bronquite alérgica ou bronquite asmática), a rinite alérgica e as alergias cutâneas.
A alergia é uma doença?
Trata – se mais de uma característica individual do que propriamente de uma doença. O indivíduo alérgico é aquele que reage de forma exacerbada a determinado estímulo, considerado normal para outro indivíduo não alérgico. Digamos que os indivíduos alérgicos possuem um limiar de tolerância inferior a certos estímulos.
Como ficamos alérgicos?
A alergia não aparece da noite para o dia. A cada vez que nosso organismo tem contato com uma substância estranha (antígeno), ele produz uma substância chamada de anticorpo. Este anticorpo se liga à determinadas células do nosso organismo e faz com que estas liberem substâncias responsáveis pelos sintomas clínicos das reações alérgicas.
O que é alérgeno?
O alérgeno é o termo usado para a substância que causa reação alérgica. Alguns estão no ar como o pólen ou os fungos; outros são encontrados em alimentos como por exemplo o leite, frutos do mar ou ovo. Alguns insetos tem alérgenos em seu veneno; assim como, certas plantas possuem também substâncias alergênicas. No ambiente doméstico, os alérgenos encontrados mais freqüentemente são os tão conhecidos “ácaros”.
Existe uma predisposição para a alergia?
Sabemos que crianças de pais alérgicos tem maior probabilidade de serem alérgicas. Crianças que possuem um de seus pais alérgicos tem 20 a 30% de serem alérgicas enquanto que filhos de ambos os pais alérgicos já tem uma probabilidade de 60%. Por outro lado, a alergia pode se desenvolver em qualquer fase da vida e até mesmo em pessoas sem histórico familiar; basta para isso, que a exposição deste indivíduo à determinado alérgeno ultrapasse o seu limiar de tolerância.
Quais são os diferentes tipos de alergias ?
Quando a reação alérgica ocorre no sistema respiratório, podemos ter desde de uma rinite alérgica até crises asmáticas de intensidades variáveis. Quando o órgão acometido é a pele, podemos ter desde de pequenas manchas avermelhadas como reações alérgicas à picada de insetos até reações urticariformes gigantes.
Como evitar as alergias?
Quando se conhece o responsável pela alergia como, por exemplo, em uma alergia alimentar, basta evitar o alimento na dieta. Quando o agente está presente no ar como a poeira ou fungos, podemos tentar reduzir o seu contato através do que chamamos de controle ambiental. Este consiste em cuidados diversos para diminuir o contato com os alérgenos no ambiente domiciliar, como por exemplo o uso de protetores plásticos de colchão e travesseiros, de pano úmido diariamente nos pisos da casa, a troca das cortinas por persianas etc. É possível também diminuir aos poucos a sensibilidade do indivíduo ao(s) alérgeno(s) através de imunoterapia (vacinas específicas) realizada com supervisão médica.
A influência do clima
O inverno é a época em que mais se agrava a freqüência de crises respiratórias, incluindo a asma. O tempo mais seco diminui as defesas e secreções das vias aéreas, deixando-as mais vulneráveis aos alérgenos. O frio e o fenômeno das inversões térmicas dificultam a dispersão de poluentes do ar, o que facilita a inalação de agentes que causam alergias. Além disso, as pessoas tendem a passar mais tempo em locais fechados e com maior aglomeração, o que facilita o contato com os alérgenos.
No verão, as alergias respiratórias tendem a melhorarmais firme e maior umidade do ar, porém, aparecem nesse período as alergias cutâneas e as de contato por substâncias usadas para a prevenção dos efeitos nocivos do sol.
É possível identificar os agentes responsáveis pelas alergias?
Além dos testes clínicos de provocação oral (exclusão e reintrodução do alimento “suspeito” na dieta ), existe hoje uma serie de métodos para avaliação diagnóstica das alergias , entre eles :
- Testes alérgicos que podem ser de leitura imediata (de 15 a 20 minutos); intradérmicos; de provocação ou de contato (resultado em 72 horas);
- Exame de sangue (dosagem de IgE total e específica): Neste teste são dosados anticorpos específicos contra uma grande variedade de alergenos como: frutas, grãos, peixes e frutos do mar, proteínas de porco e vaca ovo e laticínios, alergenos inalantes como pêlo de animais, insetos, poeira e gramíneas, drogas, fungos e alergenos ocupacionais.
Fonte: http://almanaquedobem.com/2009/06/01/alergias-o-que-e-quais-tipos-e-como-evitar/
.
Dicas para manter uma boa saúde
1Gurus da saúde Com dicas simples, preparadores físicos, nutricionistas e médicos, ajudam paulistanos a abandonar vícios, sair do sedentarismo, melhorar hábitos alimentares e, assim, conquistar a tão sonhada qualidade de vida. Obs. - parabenizo o trabalho do criador deste deste slide-show, que julgo ser José Maria. A edição, o realce a cores e as notas em () são responsabilidade de Holistica2000® que manteve a ortografia brasileira, pese a circunstância das dicas apresentadas serem universais à saúde e ao bem-estar do Homem, onde quer que ele viva. ( holistica2000@gmail.com)
Onze mandamentos de Nuno Cobra, preparador físico
2- Durma pelo menos oito horas e tente acordar sem despertador . "Ele é uma agressão ao organismo" 2- Alimente-se a cada três horas, em pequenas quantidades . 3- Cheire a comida, pegue as folhas com as mãos e mastigue o mais devagar possível . 4- Exerça alguma atividade física pelo menos três vezes por semana . Uma hora de caminhada pode ser praticada por qualquer pessoa, em qualquer lugar, e é suficiente para obter os benefícios do esporte
5- Evite ficar nervoso . Em situações de stress, boceje e espreguice-se .
6- Dedique pelo menos quinze minutos do dia à meditação . Escolha um local silencioso, sente-se numa posição confortável e esqueça-se da vida.
7- Tome ao menos dois banhos frios por dia . Esse hábito é energizante. (se não fôr capaz, finalize seu duche ou banho com um jacto de água fria ascendente, a começar no pé esquerdo e a terminar na mão direita)
8- Nenhum tratamento funciona se não se abandonarem vícios e se não se adquirirem hábitos de higiene de vida .
9- Quando fizer exercícios físicos, concentre-se apenas neles . Não leia enquanto pedala na bicicleta nem ouça música enquanto corre.
10- Preste atenção ao fluxo de ar que entra e sai de seu pulmão e procure respirar mais profundamente .
11 - Faça elogios com mais freqüência . Essa tática funciona como um ímã e faz com que todos queiram estar a seu lado.
Os cinco mandamentos de Alfredo Halpern, endocrinologista
1- Não se culpe por ser gordo . Procure ajuda e emagreça !
2- Fuja das fórmulas mágicas e das dietas milagrosas . O importante é aprender a comer !
3- Não há alimento proibido . O segredo é não exagerar em nada !
4- É possível comer bem e ter um peso normal .
5- Obesidade é uma doença e, às vezes , seu tratamento requer a intervenção de medicamentos, mas lembre-se: eles precisam ser receitados por um médico !
Os cinco mandamentos de Fernanda Lima e Ari Stiel Radu, reumatologistas
1- Não pratique exercícios em locais expostos à poluição , como avenidas movimentadas. Escolha horários com menos tráfego ou deixe para se exercitar em casa, numa esteira, por exemplo.
2- A regularidade traz mais benefícios à saúde do que a intensidade da atividade física.
3- Fique atento à postura . Se você não se cuidar, todo o seu esforço com atividades físicas poderá ser em vão.
4- Seja paciente com seu corpo . Em um mês, você não vai recuperar o atraso de dez anos.
5- Não se exercite em horários de calor excessivo, para não sofrer desidratação. ( fazê-lo, acelera a oxidação celular, logo o envelhecimento prematuro do organismo. O mesmo se passa quando se pratica actividade física em ambientes poluídos ou não aromatizados )
Os cinco mandamentos de Mauricio Hirata, clínico geral 1- Arrume um espaço na agenda para fazer ginástica , como o horário do almoço.
2- Coma alimentos saudáveis . Se for o caso, leve a comida de casa.
3- Ponha um comedouro para pássaros na janela de sua casa ou apartamento e observe os movimentos dos animais . "É excelente para relaxar“.
4- Não perca muito tempo de seu dia no trânsito . Se você mora longe do trabalho, mude-se para mais perto
5- Deixe a janela do quarto entreaberta . Se você tem dificuldade em acordar de manhã, a luz ajuda o cérebro a perceber que já é dia.
Os cinco mandamentos de Tânia Rodrigues, nutricionista
1- Acostume-se a beber mais água . Deixe uma garrafa de meio litro sobre a mesa de trabalho e outra dentro do carro.
2- Inclua pelo menos três frutas na alimentação diária . Elas garantem quantidades mínimas de vitaminas, fibras e minerais, que ajudam a prevenir diversos tipos de câncer.
3- Não saia de casa sem se alimentar . Se sua refeição for apenas um cafezinho, pelo menos acrescente um pouco de leite à xícara.
4- O jantar deve ser a refeição mais leve do dia . Se você tem mais fome à noite, faça um esforço e coma menos nesse horário. O corpo se acostumará e você terá mais apetite de manhã.
5- Coma uma pequena porção de algum alimento rico em carboidrato trinta minutos antes das atividades físicas . Isso vai melhorar seu rendimento
Os cinco mandamentos de Hong Jin Pai, acupunturista
1- Reclamar da vida só causa stress . Em vez de resmungar porque faz frio, vista um agasalho.
2- Passamos a maior parte do dia no trabalho. Por isso, você precisa amar o que faz .
3- Aproveite o trânsito para escutar alguma música de que goste, estudar um idioma ou, se não estiver dirigindo, ler.
4- Seja otimista . Lembre-se de que todas as crises são passageiras.
5- A terceira idade deve ser a melhor fase da vida. Estude, exercite-se e leia. Ficar parado acelera o envelhecimento .
Doenças reemergentes e emergentes
Doenças reemergentes são aquelas devidas ao reaparecimento ou, aumento do número de infecções por uma doença já conhecida, mas que, por ter vindo causando tão poucas infecções, já não estava sendo considerada um problema de saúde pública.
CÓLERA: A cólera reapareceu em países onde ela já havia previamente desaparecido a medida em que as condições de saneamento e alimentação se deterioraram. Em 1991, na América do Sul, mais de 390 mil casos foram notificados, sendo que por um século não se registravam casos de cólera.
DENGUE: A dengue se espalhou por vários países do sudeste asiático desde a década de 50 e reemergiu na América na década de 90, como consequência da deterioração do controle ao mosquito e a disseminação do vetor em áreas urbanas.
DIFTERIA: Reemergiu na Federação Russa e algumas outras repúblicas da antiga União Soviética em 1994 e culminou em 1995 com mais de 50.000 casos relatados. A reemergência está associada a um declínio dramático nos programas de imunização seguidos de uma “falência” nos serviços de saúde que se iniciou com o fim da URSS.
FEBRE RIFT VALLEY(RVF) : Doença caracterizada por febre e mialgia, mas em alguns casos progride para retinite, encefalite ou hemorragia. Seguindo uma anormal temporada chuvosa no Kenya e na Somália no fim de 1997 e início de 1998, RVF ocorreu em vastas áreas , causando febre hemorrágica e morte pela população humana. O severo grau desta doença se deve a muitos fatores, incluindo condições climáticas, mal nutrição e possivelmente, outras infecções.
FEBRE AMARELA: Exemplo de doença para a qual há várias vacinas mas, devido ao uso não generalizado para todas as áreas de risco, epidemias continuam a ocorrer. A ameaça da febre amarela está presente em 33 países africanos e 8 sul americanos. É comum em florestas tropicais onde o vírus sobrevive em macacos. As pessoas levam vírus para os vilarejos e a simples presença de um vetor espalha rapidamente a doença, que mata facilmente pessoas imuno-suprimidas.
TUBERCULOSE: A tuberculose se comporta como uma doença reemergente devido ao aumento gradativo de casos no passar dos últimos anos. Isto se dá devido ao processo de seleção responsável pela existência de cepas altamente resistentes a antibióticos. Além disso, o HIV contribui largamente para a manifestação da doença.
Doenças emergentes são doenças cuja incidência em humanos foi aumentada durante as últimas duas décadas ou que poderão ameaçar a humanidade num futuro próximo. O termo se refere a doenças que se espalharam recentemente ou doenças que apareceram recentemente numa área geográfica na qual provocaram problemas de saúde pública realmente alarmantes em local , regional ou global escala como a cólera na América do Sul e a febre amarela no Kenia. Ele também se refere a doenças que foram uma vez facilmente controladas por quimioterapia ou antibióticos, mas desenvolveram resistência. Essas doenças são transmitidas de diversos modos: tanto de pessoas para pessoas quanto por insetos, animais ou através da água ou comida contaminada. Como exemplo apresentamos quatro das mais importantes:
- Ebola vírus: Os primeiros registros ocorreram em 1976 e a descoberta do vírus foi reportada em 1977. Casos ocorridos em aborígenes africanos foram confirmados em quatro países: Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Gabão e Sudão. Em junho de 1997,1054 casos foram reportados para Organização Mundial de Saúde, dos quais 754 foram fatais. Macacos infectados com uma cepa asiática do Ebola foram importados das Filipinas para os EUA em 1989 e 1990 e para a Itália em 1992. Essa cepa asiática Ebola Reston não apareceu ainda como causadora de doenças em humanos.
* O vírus Ebola é considerado como agente etiológico de uma doença nova e também emergente. Para saber mais sobre ele clique em doenças novas.
-Hepatite C : Identificado em 1989, esse vírus é agora conhecido como sendo a maior causa de hepatite pós - transfusional no mundo, com aproximadamente 90% dos casos no Japão , EUA e leste da Europa . É estimado que 3% da população mundial está infectada , quase que 170 milhões são portadores crônicos com risco de desenvolver a cirrose hepática ou o câncer de fígado .
-Encefalite Espongiforme: É um recente exemplo de doença emergente , é uma nova variante da doença de Creutzfeldt – Jakob ,que foi primeiramente descrita no Reino Unido em 1996 . Essa doença emergiu em 1980 e afetou milhares de rebanhos do reino Unido e alguns outros nas cidades européias .
-Haemophilus Influenza ( H5N1 ) : Esse vírus influenza é um conhecido patógeno de pássaros , mas foi isolado de um caso humano pela primeira vez em 1997 . A emergência do vírus influenza ( H5N1 ) em humanos inicialmente encontrou um possível cenário da nova pandemia de influenza esperada , mas o vírus por ser transmitido pobremente , parece ter tido sua dispersão contida em 1997 .
A alergia consiste em reações exageradas que o organismo sofre quando entra em contato com determinadas substâncias (alérgenos), mesmo que em quantidades pequenas. Cerca de 25% da população sofre de alguma forma de alergia. As formas alérgicas mais comuns são: a asma (bronquite alérgica ou bronquite asmática), a rinite alérgica e as alergias cutâneas.
A alergia é uma doença?
Trata – se mais de uma característica individual do que propriamente de uma doença. O indivíduo alérgico é aquele que reage de forma exacerbada a determinado estímulo, considerado normal para outro indivíduo não alérgico. Digamos que os indivíduos alérgicos possuem um limiar de tolerância inferior a certos estímulos.
Como ficamos alérgicos?
A alergia não aparece da noite para o dia. A cada vez que nosso organismo tem contato com uma substância estranha (antígeno), ele produz uma substância chamada de anticorpo. Este anticorpo se liga à determinadas células do nosso organismo e faz com que estas liberem substâncias responsáveis pelos sintomas clínicos das reações alérgicas.
O que é alérgeno?
O alérgeno é o termo usado para a substância que causa reação alérgica. Alguns estão no ar como o pólen ou os fungos; outros são encontrados em alimentos como por exemplo o leite, frutos do mar ou ovo. Alguns insetos tem alérgenos em seu veneno; assim como, certas plantas possuem também substâncias alergênicas. No ambiente doméstico, os alérgenos encontrados mais freqüentemente são os tão conhecidos “ácaros”.
Existe uma predisposição para a alergia?
Sabemos que crianças de pais alérgicos tem maior probabilidade de serem alérgicas. Crianças que possuem um de seus pais alérgicos tem 20 a 30% de serem alérgicas enquanto que filhos de ambos os pais alérgicos já tem uma probabilidade de 60%. Por outro lado, a alergia pode se desenvolver em qualquer fase da vida e até mesmo em pessoas sem histórico familiar; basta para isso, que a exposição deste indivíduo à determinado alérgeno ultrapasse o seu limiar de tolerância.
Quais são os diferentes tipos de alergias ?
Quando a reação alérgica ocorre no sistema respiratório, podemos ter desde de uma rinite alérgica até crises asmáticas de intensidades variáveis. Quando o órgão acometido é a pele, podemos ter desde de pequenas manchas avermelhadas como reações alérgicas à picada de insetos até reações urticariformes gigantes.
Como evitar as alergias?
Quando se conhece o responsável pela alergia como, por exemplo, em uma alergia alimentar, basta evitar o alimento na dieta. Quando o agente está presente no ar como a poeira ou fungos, podemos tentar reduzir o seu contato através do que chamamos de controle ambiental. Este consiste em cuidados diversos para diminuir o contato com os alérgenos no ambiente domiciliar, como por exemplo o uso de protetores plásticos de colchão e travesseiros, de pano úmido diariamente nos pisos da casa, a troca das cortinas por persianas etc. É possível também diminuir aos poucos a sensibilidade do indivíduo ao(s) alérgeno(s) através de imunoterapia (vacinas específicas) realizada com supervisão médica.
A influência do clima
O inverno é a época em que mais se agrava a freqüência de crises respiratórias, incluindo a asma. O tempo mais seco diminui as defesas e secreções das vias aéreas, deixando-as mais vulneráveis aos alérgenos. O frio e o fenômeno das inversões térmicas dificultam a dispersão de poluentes do ar, o que facilita a inalação de agentes que causam alergias. Além disso, as pessoas tendem a passar mais tempo em locais fechados e com maior aglomeração, o que facilita o contato com os alérgenos.
No verão, as alergias respiratórias tendem a melhorarmais firme e maior umidade do ar, porém, aparecem nesse período as alergias cutâneas e as de contato por substâncias usadas para a prevenção dos efeitos nocivos do sol.
É possível identificar os agentes responsáveis pelas alergias?
Além dos testes clínicos de provocação oral (exclusão e reintrodução do alimento “suspeito” na dieta ), existe hoje uma serie de métodos para avaliação diagnóstica das alergias , entre eles :
- Testes alérgicos que podem ser de leitura imediata (de 15 a 20 minutos); intradérmicos; de provocação ou de contato (resultado em 72 horas);
- Exame de sangue (dosagem de IgE total e específica): Neste teste são dosados anticorpos específicos contra uma grande variedade de alergenos como: frutas, grãos, peixes e frutos do mar, proteínas de porco e vaca ovo e laticínios, alergenos inalantes como pêlo de animais, insetos, poeira e gramíneas, drogas, fungos e alergenos ocupacionais.
Fonte: http://almanaquedobem.com/2009/06/01/alergias-o-que-e-quais-tipos-e-como-evitar/
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Dicas para manter uma boa saúde
1Gurus da saúde Com dicas simples, preparadores físicos, nutricionistas e médicos, ajudam paulistanos a abandonar vícios, sair do sedentarismo, melhorar hábitos alimentares e, assim, conquistar a tão sonhada qualidade de vida. Obs. - parabenizo o trabalho do criador deste deste slide-show, que julgo ser José Maria. A edição, o realce a cores e as notas em () são responsabilidade de Holistica2000® que manteve a ortografia brasileira, pese a circunstância das dicas apresentadas serem universais à saúde e ao bem-estar do Homem, onde quer que ele viva. ( holistica2000@gmail.com)
Onze mandamentos de Nuno Cobra, preparador físico
2- Durma pelo menos oito horas e tente acordar sem despertador . "Ele é uma agressão ao organismo" 2- Alimente-se a cada três horas, em pequenas quantidades . 3- Cheire a comida, pegue as folhas com as mãos e mastigue o mais devagar possível . 4- Exerça alguma atividade física pelo menos três vezes por semana . Uma hora de caminhada pode ser praticada por qualquer pessoa, em qualquer lugar, e é suficiente para obter os benefícios do esporte
5- Evite ficar nervoso . Em situações de stress, boceje e espreguice-se .
6- Dedique pelo menos quinze minutos do dia à meditação . Escolha um local silencioso, sente-se numa posição confortável e esqueça-se da vida.
7- Tome ao menos dois banhos frios por dia . Esse hábito é energizante. (se não fôr capaz, finalize seu duche ou banho com um jacto de água fria ascendente, a começar no pé esquerdo e a terminar na mão direita)
8- Nenhum tratamento funciona se não se abandonarem vícios e se não se adquirirem hábitos de higiene de vida .
9- Quando fizer exercícios físicos, concentre-se apenas neles . Não leia enquanto pedala na bicicleta nem ouça música enquanto corre.
10- Preste atenção ao fluxo de ar que entra e sai de seu pulmão e procure respirar mais profundamente .
11 - Faça elogios com mais freqüência . Essa tática funciona como um ímã e faz com que todos queiram estar a seu lado.
Os cinco mandamentos de Alfredo Halpern, endocrinologista
1- Não se culpe por ser gordo . Procure ajuda e emagreça !
2- Fuja das fórmulas mágicas e das dietas milagrosas . O importante é aprender a comer !
3- Não há alimento proibido . O segredo é não exagerar em nada !
4- É possível comer bem e ter um peso normal .
5- Obesidade é uma doença e, às vezes , seu tratamento requer a intervenção de medicamentos, mas lembre-se: eles precisam ser receitados por um médico !
Os cinco mandamentos de Fernanda Lima e Ari Stiel Radu, reumatologistas
1- Não pratique exercícios em locais expostos à poluição , como avenidas movimentadas. Escolha horários com menos tráfego ou deixe para se exercitar em casa, numa esteira, por exemplo.
2- A regularidade traz mais benefícios à saúde do que a intensidade da atividade física.
3- Fique atento à postura . Se você não se cuidar, todo o seu esforço com atividades físicas poderá ser em vão.
4- Seja paciente com seu corpo . Em um mês, você não vai recuperar o atraso de dez anos.
5- Não se exercite em horários de calor excessivo, para não sofrer desidratação. ( fazê-lo, acelera a oxidação celular, logo o envelhecimento prematuro do organismo. O mesmo se passa quando se pratica actividade física em ambientes poluídos ou não aromatizados )
Os cinco mandamentos de Mauricio Hirata, clínico geral 1- Arrume um espaço na agenda para fazer ginástica , como o horário do almoço.
2- Coma alimentos saudáveis . Se for o caso, leve a comida de casa.
3- Ponha um comedouro para pássaros na janela de sua casa ou apartamento e observe os movimentos dos animais . "É excelente para relaxar“.
4- Não perca muito tempo de seu dia no trânsito . Se você mora longe do trabalho, mude-se para mais perto
5- Deixe a janela do quarto entreaberta . Se você tem dificuldade em acordar de manhã, a luz ajuda o cérebro a perceber que já é dia.
Os cinco mandamentos de Tânia Rodrigues, nutricionista
1- Acostume-se a beber mais água . Deixe uma garrafa de meio litro sobre a mesa de trabalho e outra dentro do carro.
2- Inclua pelo menos três frutas na alimentação diária . Elas garantem quantidades mínimas de vitaminas, fibras e minerais, que ajudam a prevenir diversos tipos de câncer.
3- Não saia de casa sem se alimentar . Se sua refeição for apenas um cafezinho, pelo menos acrescente um pouco de leite à xícara.
4- O jantar deve ser a refeição mais leve do dia . Se você tem mais fome à noite, faça um esforço e coma menos nesse horário. O corpo se acostumará e você terá mais apetite de manhã.
5- Coma uma pequena porção de algum alimento rico em carboidrato trinta minutos antes das atividades físicas . Isso vai melhorar seu rendimento
Os cinco mandamentos de Hong Jin Pai, acupunturista
1- Reclamar da vida só causa stress . Em vez de resmungar porque faz frio, vista um agasalho.
2- Passamos a maior parte do dia no trabalho. Por isso, você precisa amar o que faz .
3- Aproveite o trânsito para escutar alguma música de que goste, estudar um idioma ou, se não estiver dirigindo, ler.
4- Seja otimista . Lembre-se de que todas as crises são passageiras.
5- A terceira idade deve ser a melhor fase da vida. Estude, exercite-se e leia. Ficar parado acelera o envelhecimento .
Doenças reemergentes e emergentes
Doenças reemergentes são aquelas devidas ao reaparecimento ou, aumento do número de infecções por uma doença já conhecida, mas que, por ter vindo causando tão poucas infecções, já não estava sendo considerada um problema de saúde pública.
CÓLERA: A cólera reapareceu em países onde ela já havia previamente desaparecido a medida em que as condições de saneamento e alimentação se deterioraram. Em 1991, na América do Sul, mais de 390 mil casos foram notificados, sendo que por um século não se registravam casos de cólera.
DENGUE: A dengue se espalhou por vários países do sudeste asiático desde a década de 50 e reemergiu na América na década de 90, como consequência da deterioração do controle ao mosquito e a disseminação do vetor em áreas urbanas.
DIFTERIA: Reemergiu na Federação Russa e algumas outras repúblicas da antiga União Soviética em 1994 e culminou em 1995 com mais de 50.000 casos relatados. A reemergência está associada a um declínio dramático nos programas de imunização seguidos de uma “falência” nos serviços de saúde que se iniciou com o fim da URSS.
FEBRE RIFT VALLEY(RVF) : Doença caracterizada por febre e mialgia, mas em alguns casos progride para retinite, encefalite ou hemorragia. Seguindo uma anormal temporada chuvosa no Kenya e na Somália no fim de 1997 e início de 1998, RVF ocorreu em vastas áreas , causando febre hemorrágica e morte pela população humana. O severo grau desta doença se deve a muitos fatores, incluindo condições climáticas, mal nutrição e possivelmente, outras infecções.
FEBRE AMARELA: Exemplo de doença para a qual há várias vacinas mas, devido ao uso não generalizado para todas as áreas de risco, epidemias continuam a ocorrer. A ameaça da febre amarela está presente em 33 países africanos e 8 sul americanos. É comum em florestas tropicais onde o vírus sobrevive em macacos. As pessoas levam vírus para os vilarejos e a simples presença de um vetor espalha rapidamente a doença, que mata facilmente pessoas imuno-suprimidas.
TUBERCULOSE: A tuberculose se comporta como uma doença reemergente devido ao aumento gradativo de casos no passar dos últimos anos. Isto se dá devido ao processo de seleção responsável pela existência de cepas altamente resistentes a antibióticos. Além disso, o HIV contribui largamente para a manifestação da doença.
Doenças emergentes são doenças cuja incidência em humanos foi aumentada durante as últimas duas décadas ou que poderão ameaçar a humanidade num futuro próximo. O termo se refere a doenças que se espalharam recentemente ou doenças que apareceram recentemente numa área geográfica na qual provocaram problemas de saúde pública realmente alarmantes em local , regional ou global escala como a cólera na América do Sul e a febre amarela no Kenia. Ele também se refere a doenças que foram uma vez facilmente controladas por quimioterapia ou antibióticos, mas desenvolveram resistência. Essas doenças são transmitidas de diversos modos: tanto de pessoas para pessoas quanto por insetos, animais ou através da água ou comida contaminada. Como exemplo apresentamos quatro das mais importantes:
- Ebola vírus: Os primeiros registros ocorreram em 1976 e a descoberta do vírus foi reportada em 1977. Casos ocorridos em aborígenes africanos foram confirmados em quatro países: Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Gabão e Sudão. Em junho de 1997,1054 casos foram reportados para Organização Mundial de Saúde, dos quais 754 foram fatais. Macacos infectados com uma cepa asiática do Ebola foram importados das Filipinas para os EUA em 1989 e 1990 e para a Itália em 1992. Essa cepa asiática Ebola Reston não apareceu ainda como causadora de doenças em humanos.
* O vírus Ebola é considerado como agente etiológico de uma doença nova e também emergente. Para saber mais sobre ele clique em doenças novas.
-Hepatite C : Identificado em 1989, esse vírus é agora conhecido como sendo a maior causa de hepatite pós - transfusional no mundo, com aproximadamente 90% dos casos no Japão , EUA e leste da Europa . É estimado que 3% da população mundial está infectada , quase que 170 milhões são portadores crônicos com risco de desenvolver a cirrose hepática ou o câncer de fígado .
-Encefalite Espongiforme: É um recente exemplo de doença emergente , é uma nova variante da doença de Creutzfeldt – Jakob ,que foi primeiramente descrita no Reino Unido em 1996 . Essa doença emergiu em 1980 e afetou milhares de rebanhos do reino Unido e alguns outros nas cidades européias .
-Haemophilus Influenza ( H5N1 ) : Esse vírus influenza é um conhecido patógeno de pássaros , mas foi isolado de um caso humano pela primeira vez em 1997 . A emergência do vírus influenza ( H5N1 ) em humanos inicialmente encontrou um possível cenário da nova pandemia de influenza esperada , mas o vírus por ser transmitido pobremente , parece ter tido sua dispersão contida em 1997 .
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Uma viagem ao Egito Antigo
O mito de Osíris
> Os egípcios segundo a mitologia
"Osíris, o filho mais velho de Geb e Nut e deus do mundo subterrâneo, da ressurreição e da vida eterna foi uma vez o rei do Egito. Ísis, sua irmã, era sua esposa e rainha. A Terra floresceu sob o reu reinado e o céu e todas as estrelas o obedeciam. No entanto seu governo foi interrompido por um ato de extrema violência. Osíris foi atacado por seu irmão Set enquanto dormia sob uma árvore às margens do Nilo e o assassinou.
Set cortou o corpo do irmão em diversos pedaços e os espalhou pelas terras mais distantes para que ele jamais fosse encontrado. Mas Seth não conseguiria destruir o amor e encanto de Ísis, a consorte de Osíris. Ela percorreu todo o Nilo a fim de encontrar cada parte do corpo de seu marido. Quando as encontrou e as juntou novamente, deu fôlego a Osíris para que pudessem desfrutar de seu amor mais uma vez."
Papiros
Cyperus papyrus, ou simplesmente papiro, é uma planta famosa desde 40 séculos antes da era cristã. Magnificamente adaptada às margens do Nilo, onde acompanhava em grande quantidade o curso do rio, tem uma longa haste, sem nós nem folhas, de secção triangular e da grossura de cerca de seis centímetros, a qual termina por uma graciosa umbela em forma de penacho, formado por um tufo de pequenos ramos filamentosos verdes. O que aparecia acima da terra era, em síntese, uma planta em forma de junco com, aproximadamente, três metros de altura. Mas suas raízes também são longas, medindo às vezes seis ou sete metros, e com grossura igual à do caule. Veja no final desta página a foto de uma planta do papiro, embora deva ser dito que a espécie que crescia no tempo dos faraós está atualmente extinta. E a fama do papiro é mais do que merecida, pois foi ele que forneceu à humanidade um dos principais instrumentos do progresso: o papel.
O papiro mais antigo que se conhece foi encontrado em Saqqara, na mastaba de um nobre da I dinastia (2920 a 2770 a.C.), chamado Hemaka, e está em branco. O mais antigo exemplar escrito do qual se tem notícia, datado do final da I dinastia, é formado por fragmentos do livro de contas de um templo de Abusir, escrito em hierático. Na II dinastia (2770 a 2649 a.C.) o papiro já se disseminara como suporte à escrita. Antes disso, entretanto, as fibras de suas raízes ou das hastes eram empregadas para a fabricação ou calafetagem de embarcações, na confecção de pavios de candeeiros a óleo, esteiras, cestos, cordas e cabos resistentes, grossos tecidos, sandálias e outros objetos. Reunidos em feixes, os talos do papiro funcionavam como pilares na arquitetura primitiva. Não é à-toa que as colunas de pedra imitam os feixes de papiro, com capitéis em forma de flores abertas ou fechadas. Além de tudo isso, a parte inferior e carnosa da haste servia como alimento e dela se extraia, também, um suco muito apreciado. Como papel ele foi adotado pelos gregos, romanos, coptas, bizantinos, arameus e árabes. Grande parte da literatura grega e latina chegou até nós em papiros. Ele continuou a ser utilizado até a Idade Média, sendo que uma bula papal datada do ano 1022 da era cristã ainda foi escrita sobre aquele material.
Hoje em dia sabemos que o papel dos egípcios era preparado da seguinte maneira: o caule da planta era cortado em pedaços de tamanho variável de até 48 centímetros. Neles eram feitas incisões para retirar a casca verde e permitir a separação das películas, em quantidade variável entre 10 e 12. Essas lâminas finíssimas, manuseadas com cuidado para não se romperem, eram estendidas em uma tábua inclinada sobre as águas, com a finalidade de serem molhadas constantemente. Sobre uma primeira camada de tiras, dispostas na horizontal, era colocada uma segunda camada de tiras, dispostas no sentido perpendicular. A própria água do Nilo, ao molhar as películas, aliada ao fato de que o material era martelado, ativava a goma natural da planta que, então, unia as tiras. As duas camadas de papiro depois de comprimidas, batidas e polidas com pedra pome, atingiam a maciez necessária para receber a escrita. Ainda que tênues e delicadas, as películas, unidas entre si e sobrepostas, ofereciam bastante resistência. A face melhor do material era aquela que tinha as fibras na direção horizontal. As folhas prontas, que nunca excediam cerca de 48 centímetros de comprimento por, aproximadamente, 43 centímetros de largura, eram coladas umas às outras para formar longas tiras que eram enroladas com a face de fibras horizontais voltadas para dentro. Uma vareta de madeira ou marfim era presa em cada extremidade do rolo de papiro, formando um volume. O papiro mais largo encontrado até hoje pelos arqueólogos é um Livro dos Mortos, conhecido como Papiro Greenfield, e mede 49,5 centímetros de largura. O mais extenso, o assim chamado Grande Papiro Harris, mede 41 metros de comprimento. O papiro em rolo era um dos principais produtos de exportação do Egito antigo e foi, sem sombra de dúvida, um dos maiores legados da época faraônica à civilização.De todos os materiais empregados como suporte para a escrita na antiguidade, — afirma o professor egípcio R. El Nadury — o papiro certamente foi o mais prático, por ser flexível e leve. A fragilidade, porém, era o seu único inconveniente. Resistia por pouco tempo à umidade e queimava facilmente. Calculou-se que para se manter em dia o inventário de um pequeno templo egípcio eram necessários 10 metros de papiro por mês. Durante a dinastia ptolomaica, os notários de provincia usavam de seis a 13 rolos, ou 25 a 57 metros por dia. Todas as grandes propriedades, palácios reais e templos mantinham registros, inventários e bibliotecas, o que indica a existência de centenas de quilômetros de papiro, embora só tenham sido descobertas algumas centenas de metros.
Sárcofagos
Durante o Primeiro Período Intermediário (c. de 2134 a 2040 a.C.) os sepultamentos tornaram-se menos elaborados e a tumba raramente era decorada. Foi dada, então, uma maior atenção para o ataúde, o último receptáculo do corpo. Usava-se com frequência caixões de madeira, geralmente decorados nas partes internas com textos e ilustrações que desempenhavam a mesma finalidade das inscrições e cenas murais usadas nos túmulos do Império Antigo: assegurar o bem estar do morto através de meios mágicos. Esquifes dessa espécie eram muito comuns durante a XI dinastia e também foram usados no sepultamento de nobres provinciais e oficiais de prestígio durante a XII dinastia, já no Império Médio.
Foi justamente a partir desses períodos que os textos das pirâmides, anteriormente de uso exclusivo dos faraós, passaram a ser empregados também pelos nobres e pequenos chefes locais como a parte mais importante da decoração de seus esquifes. Nessa nova utilização os textos sofreram alterações: grande parte das fórmulas mágicas e dos rituais foi eliminada ou modificada, adaptando-se ao emprego por pessoas comuns. Mesmo assim sobraram mais de mil orações protetoras. Os escritos deixaram de apresentar um tom dogmático e oficial para se tornarem reflexos dos desejos e preocupações de seres humanos. São comuns fórmulas que visam garantir oferendas funerárias ao morto e pedidos de proteção a vários deuses do panteão egípcio. Essa coleção de textos funerários — que os arqueólogos modernos chamam de textos dos sarcófagos — passaram a ser redigidos em escrita hieroglífica cursiva na parte interna dos caixões retangulares usados para sepultamento nessa época histórica. Os títulos eram grafados com tinta vermelha e o restante do texto com tinta preta, imitando os manuscritos sobre papiro.
Em uma das laterais de sua parte externa, tais caixões de madeira podiam exibir os dois olhos de Hórus, que tanto serviam de amuleto de proteção para o corpo do morto como lhe permitiam olhar para o exterior. Às vezes, por sob os olhos, desenhava-se uma porta falsa pela qual o espírito do morto poderia deixar o caixão. Outra característica bastante comum nesses ataúdes era a existência do assim chamado friso de objetos, os quais continham representações de vários objetos: alguns eram amuletos e outros destinavam-se a um uso prático. Aliás o espírito de praticidade dos egípcios também se manifestava nos assuntos funerários. No ataúde de um alto oficial de nome Gua, por exemplo, vê-se um mapa pelo qual o falecido poderia encontrar o seu caminho no mundo subterrâneo.
A adaptação feita dos textos das pirâmides para uso por pessoas que não pertenciam à realeza foi o resultado de uma democratização da vida dos egípcios, a qual se seguiu à quebra do poder real exclusivo, ocorrida no final do Império Antigo. A anarquia política do Primeiro Período Intermediário fez com que surgissem diversos tipos de questionamentos, inclusive no que se refere às crenças funerárias. O resultado foi a ampliação do "direito" de obter uma boa vida no além-túmulo para todos aqueles que pudessem pagar por isso através, entre outras coisas, da inscrição de fórmulas mágicas salvadoras em seus ataúdes. Isso, entretanto, não descartava os ensinamentos de que a virtude moral do morto também era muito importante.
Escrita Egípcia
No Egito Antigo, a escrita tinha uma grande importância no desenvolvimento de atividades de cunho sagrado e cotidiano. Em linhas gerais, os egípcios desenvolveram três sistemas de escritas diferentes entre si. A primeira e mais importante delas é a hieroglífica, que era estritamente utilizada para a impressão de mensagens em túmulos e templos. Logo em seguida, havia a escrita hierática, uma simplificação da hieroglífica, e a demótica, utilizada para escritos de menor importância.
O desenvolvimento da escrita veio seguido pela produção de uma rica produção literária capaz de abranger desde os temas cotidianos, indo até a explicação de mitos e rituais sagrados. Entre os livros de natureza religiosa e moral, destacamos o “Livro dos Mortos” e o “Texto das Pirâmides”, respectivamente. Em paralelo, também havia produções textuais mais leves e jocosas, como no caso do livro “A sátira das profissões”, escrito que critica os incômodos existentes em cada tipo de trabalho.
Para a manutenção de um vasto império como foi o Egito, a escrita acabou sendo tarefa exclusiva de uma privilegiada parcela da população. Os escribas eram os únicos que dominavam a leitura e a escrita dos hieróglifos. Sua formação acontecia em uma escola palaciana onde os mais bem preparados obtinham cargos de fundamental importância para o Estado. Entre outras funções, um escriba poderia contabilizar os impostos, contar os servos do reino, fiscalizar as ações públicas e avaliar o valor das propriedades.
Em troca dos serviços prestados, um escriba recebia diferentes tipos de compensação material. É importante lembrar que o dinheiro ainda não havia sido inventado naquela época e, com isso, o trabalho de um escriba acabava sendo pago por meio de vários alimentos, como frutas, pão, trigo, carne, gordura, sal ou a prestação de um outro serviço em troca. Formando uma classe intermediária, os escribas tinham posição de destaque junto ao Estado e o restante da sociedade.
A complexidade do sistema de símbolos que compunham a escrita hieroglífica dos egípcios foi um grande mistério durante vários e vários séculos. Somente no inicio do século XIX, quando o general Napoleão Bonaparte realizou a invasão do Egito, é que esse tipo de escrita começou a ser desvendado. Uma equipe de cientistas franceses passou a catalogar diversas peças e fragmentos cravejados pela misteriosa escrita egípcia.
Entre outros achados se destacava a “Pedra de Roseta”, uma lápide de basalto negro onde foram encontradas inscrições em grego, hieroglífico e demótico. Somente em 1821, graças aos esforços do jovem pesquisador Jean François Champollion, a palavra “Ptolomeu” foi por ele traduzida desse documento escrito. A partir daquela pequena descoberta, foi possível realizar a leitura de uma variedade de outros documentos que explicam importantes traços desta civilização.
fonte: http://www.fascinioegito.sh06.com/textosar.htm
A FORMAÇÃO DO EGITO E O SURGIMENTO DO FARAÓ
O poder dos faraós
Na civilização egípcia, os faraós eram considerados deuses vivos. Os egípcios acreditavam que estes governantes eram filhos diretos do deus Osíris, portanto agiam como intermediários entre os deuses e a população egípcia.
Os impostos arrecadados no Egito concentravam-se nas mãos do faraó, sendo que era ele quem decidia a forma que os tributos seriam utilizados. Grande parte deste valor arrecadado ficava com a própria família do faraó, sendo usado para a construção de palácios, monumentos, compra de jóias, etc. Outra parte era utilizada para pagar funcionários (escribas, militares, sacerdotes, administradores, etc) e fazer a manutenção do reino.
Ainda em vida o faraó começava a construir sua pirâmide, pois está deveria ser o túmulo para o seu corpo. Como os egípcios acreditavam na vida após a morte, a pirâmide servia para guardar, em segurança, o corpo mumificado do faraó e seus tesouros. No sarcófago era colocado também o livro dos mortos, contando todas as coisas boas que o faraó fez em vida. Esta espécie de biografia era importante, pois os egípcios acreditavam que Osíris (deus dos mortos) iria utiliza-la para julgar os mortos.
Exemplos de faraós famosos e suas realizações:
- Tutmés I – conquistou boa parte da Núbia e ampliou, através de guerras, territórios até a região do rio Eufrates.
- Tutmés III – consolidou o poder egípcio no continente africano após derrotar o reino de Mitani.
- Ransés II – buscou estabelecer relações pacíficas com os hititas, conseguindo fazer o reino egípcio obter grande desenvolvimento e prosperidade.
- Tutankamon – o faraó menino, governou o Egito de 10 a 19 anos de idade, quando morreu, provavelmente assassinado. A pirâmide deste faraó foi encontrada por arqueólogos em 1922. Dentro dela foram encontrados, além do sarcófago e da múmia, tesouros impressionantes.
Curiosidade:
A maldição do faraó
No começo do século XX, os arqueólogos descobriram várias pirâmides no Egito Antigo. Nelas, encontraram diversos textos, entre eles, um que dizia que: "morreria aquele que perturbasse o sono eterno do faráo". Alguns dias após a entrada nas pirâmides, alguns arqueólogos morreram de forma estranha e sem explicações. O medo espalhou-se entre muitas pessoas, pois os jornais divulgavam que a "maldição dos faraós" estava fazendo vítimas. Porém, após alguns estudos, verificou-se que os arqueólogos morreram, pois inalaram, dentro das pirâmides, fungos mortais que atacavam os órgãos do corpo. A ciência conseguiu explicar e desmistificar a questão.
Fonte: http://www.suapesquisa.com/egito/faraos.htm
Muito antes de se transformar em um imponente império, a civilização egípcia passou anos estabelecendo o processo de povoamento das regiões próximas ao Vale do rio Nilo. Segundo algumas pesquisas, os primeiros povos a ocuparem a região foram os hamíticos, semitas e núbios. Todos esses pequenos agrupamentos apareceram durante os últimos séculos do período Neolítico, momento em que a estabilidade climática permitiu a instalação dos primeiros povoados.
O crescimento populacional e a expansão das atividades de caça, pesca e agricultura permitiu o surgimento de aldeias conhecidas como nomos. Cada nomo era dotado de uma concepção político-administrativa singular e tinha suas principais decisões tomadas por um chefe conhecido como nomarca. Com passar dos anos, o grau de interação entre essas comunidades se acentuou, principalmente diante a necessidade de se construir diques e canais de irrigação que melhorasse a atividade agrícola.
Das simples aldeias, começaram a aparecer as primeiras cidades do Vale do rio Nilo. Com isso, a organização política dos egípcios se tornou mais complexa e, por isso, deu origem a dois Estados distintos: o Alto Egito, localizado na região sul, e o Baixo Egito, na posição norte, que abrangia o delta do Rio Nilo. Segundo o levantamento feito por algumas pesquisas, essa divisão política imposta por estes dois reinos vigorou entre os anos de 3500 e 3200 a.C..
Por volta de 3200 a.C., Menés (também conhecido pelos nomes “Meni”, “Narmer” e “Men”), governante do Alto Egito, realizou o processo de unificação dos dois reinos formados ao longo do Rio Nilo. Por meio desta ação se transformou no primeiro Faraó da história egípcia. Com esse novo título, alcançou a condição de governante supremo de todo o Egito e tinha poderes para intervir em questões administrativas, jurídicas, militares e religiosas.
Segundo a crença egípcia, o faraó era uma divindade encarnada, descendente do deus-sol Amon-Rá e, ao mesmo tempo, encarnação de Hórus, o deus-falcão. Assumindo natureza teocrática, o governo de Menés transformou os chefes dos quarenta e dois nomos em funcionários públicos subordinados ao Estado. Além disso, as terras passaram a ser controladas por ele e a população foi obrigada a pagar imposto na forma de serviços e trabalhos compulsórios.
Com isso, a história política do Egito Antigo viveu um novo momento estabelecido a partir da formação deste império. Historicamente, o Império Egípcio é dividido em três períodos: Antigo Império (3200-2000 a.C.), período que vai da unificação político territorial, até a desmobilização do poder monárquico; o Médio Império (2000-1580 a.C.), compreendido entre a recomposição do poder centralizado e a invasão dos hicsos; e o Novo Império (1580 – 525 a.C.), iniciado pela expulsão dos hicsos indo até a invasão dos persas.
Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br/historiageral/formacao-imperio-egipcio.htm
A consutrução da civilização egípcia
templo de Luxor, ao lado do templo de Karnac, foram um dos maiores monumentos da cidade de Tebas, no Egito Antigo. Sua construção foi levada a efeito sob o reinado de Amenhotep III, e dedicado à tríade de Tebas. Embora colossal em tamanho - cerca de 275 m de comprimento -, apresenta ao mesmo tempo linhas simples, geométricas. Colunas, muros e arquitraves eram cobertos por motivos inspirados nas vitórias do faraó, em cores vivas. À frente do templo havia estátuas colossais e dois obeliscos que estão hoje na Praça da Concórdia, em Paris.
A arquitetura egípcia aliava imponência e simplicidade. Todas as suas formas se originavam da casa residencial. Esta tinha plano retangular e dispunha-se em torno de troncos de palmeiras ou de outras árvores. Mesmo depois que os egípcios adotaram outros materiais - como a pedra -, subsistiram na decoração os temas vegetais: lótus, palma, papiros.
Com a expansão do poder do clero, o templo passou a ser a forma arquitetônica dominante; neles, fileiras de esfinges ladeavam a estrada sagrada. As colunas eram coloridas, ostentando motivos da natureza vegetal. O capitel, pefeitamente geométrico, tinha os ornatos na base e no alto da coluna estilizando a flôr de lótus (uma das características mais marcantes da arquitetura e decoração egípcias).
Os móveis, de formas rígidas, eram ricamente ornados de uma decoração de cores vivas - seguindo o mesmo estilo da arquitetura. Flores de lótus e papiro, brotos, grinaldas e animais aparecem nas decorações dos móveis.
As cores eram sempre vivas e as linhas muito simples, geométricas, como na arquitetura e mesmo nas vestimentas. Note que também a taça tem forma de flor de lótus.
A escultura servia então à arquitetura completando-a, geralmente em forma de baixos-relevos que - de pedra ou bronze - representavam tanto as cenas diárias quanto as vitórias dos faraós, ou ainda
paisagens simplificadas. Nunca há perspectiva: nas figuras, olhos e ombros aparecem de frente, embora o resto do corpo de perfil; o faraó é sempre muito mais alto que o sacerdote ou militar, o cortesão, o servo, o inimigo derrotado. Mas é menor do que o deus que personificava na terra, segundo os egípcios.
A pintura complementava a escultura ou decorava as grandes superfícies dos edifícios. Não se utilizavam gradação, mistura de tonalidades, nem claro-escuro. As cores mais comuns eram cinza e azul, além do preto. No teto azul dos templos, as estrelas estão representadas por pequenos pontos luminosos.
As pirâmnides são sem dúvidas o paradigma da arquitetura egípcia. Suas técnicas de construção continuam sendo objeto de estudo para engenheiros e historiadores. A pirâmide foi criada durante a dinastia III, pelo arquiteto Imhotep, e essa magnífica obra lhe valeu a divinização. No início as tumbas egípcias tinham a forma de pequenas caixas; eram feitas de barro, recebendo o nome de mastabas (banco). Foi desse arquiteto a idéia de superpor as mastabas, dando-lhes a forma de pirâmide. Mastabas portanto, eram edificações que se sobressaiam da terra, nas tumbas egípcias, e eram formadas por um módulo compacto de pedras ou tijolos, tendo as paredes inclinadas e de forma retangular.
Pirâmide escalonada de Djeser
A pirâmide escalonada de Djeser, idealizada pelo arquiteto e médico Imhotep, é a primeira estrutura desse tipo. Construída com pedra em vez de adobe, veio a ser a novidade que deixou para trás a tradicional mastaba, muito mais simples na forma. Também se deve a Imhotep a substituição do barro pela pedra, o que sem dúvida era mais apropriado, tendo em vista a conservação do corpo do morto.
As primeiras pirâmides foram as do rei Djeser, e elas eram escalonadas. As pirâmides mais célebres do mundo pertencem à dinastia IV e se encontram em Gizé: Quéops, Quéfren e Miquerinos, cujas faces são completamente lisas. A regularidade de certas pirâmides deve-xe aparentemente à utlização de um número áureo, que muito poucos arquitetos conheciam.
Pirâmides de Quéops, Quéfrem e Miquerinos
Outro tipo de construção foram os hipogeus, templos escavados nas rochas, dedicados a várias divindades ou a uma em particular. Normalmente eram divididos em duas ou três câmaras: a primeira para os profanos; a segunda para o faraó e os nobres; e a terceira para o sumo sacerdote. A entrada a esses templos era protegida por galerias de estátuas de grande porte e esfinges.
Entrada do templo de Abu Simbel
fonte: http://www.pegue.com/artes/arquitetura_egipcia.htm
O rio Nilo
O rio Nilo corresponde a um importante rio africano que deságua suas águas no mar Mediterrâneo, sua bacia hidrográfica abriga vários países do continente africano como Uganda, Tanzânia, Ruanda, Quênia, República Democrática do Congo, Burundi, Sudão, Etiópia e Egito.
O rio Nilo é formado a partir da confluência de basicamente três rios: Nilo Branco, Nilo Azul e rio Atbara.
A palavra Nilo é oriunda do latim Nilus que deriva do grego Neilos, os egípcios chamava o rio Nilo de Aur ou Ar, que significa “negro”. No decorrer da história, o rio Nilo sempre desempenhou um papel fundamental para diversas nações, especialmente para a civilização egípcia.
Diante da gigantesca importância desse recurso hídrico para o território do Egito, o historiador grego Heródoto, no século V A.c, declarava “O Egito é a dádiva do Nilo”.
O Nilo é tão importante para o Egito que grande parte da população, cerca de 90%, se encontra estabelecida em suas margens.
A capital do Egito, Cairo, está situada às margens do Nilo, essa cidade abriga aproximadamente 9,5 milhões de pessoas.
A origem da civilização egípcia teve início há aproximadamente 5 mil anos, para o desenvolvimento da agricultura, em uma área de deserto, o Egito sempre foi dependente do ciclo do rio, com cheias e vazantes.
Nos períodos de cheias as águas do rio levavam consigo uma grande quantidade de sedimentos que eram distribuídos ao longo de suas margens, assim quando chegava a época das vazantes as águas abaixavam e deixavam no solo uma enorme quantidade de nutrientes importantes para sua fertilidade, como o húmus. A partir desse processo natural essa sociedade pôde desenvolver o cultivo de cereais que compunham a alimentação.
Apesar da fundamental importância do ciclo do rio para a fertilização dos solos situados nas margens, em 1971 foi construída a represa de Assua. A partir desse empreendimento o rio alterou o seu regime, o que resultou na perda dos períodos de cheias e vazantes, impedindo o processo natural de fertilização do solo, levando os produtores a fazer uso cada vez maior de insumos agrícolas no cultivo.
Em virtude da grandeza dessa obra arquitetônica, que possui 3.600 metros de comprimento e 115 m de altura, uma enorme quantidade de água foi represada, formando o lago Nasser e inundando grandes riquezas arqueológicas. Algumas dessas riquezas foram salvas por meio de difíceis processos, esculturas e templos foram cortados em centenas de pedaços e retirados do lugar para serem reconstituídos em outro local.
Fonte:http://www.brasilescola.com/geografia/rio-nilo.htm
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